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23 de fev. de 2016

voltando a caminhar

Hoje uma amiga postou a seguinte frase
A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar
(Eduardo Galeano)
e eu acidentalmente parei aqui, nesse blog velho, de palavras velhas, de uma velha eu, lendo sobre meus velhos passeios entre a vida e a fé. Eu li aqui que
meus passos são firmes porque um dia Ele resolveu que todos Seus filhos viveriam a sensação de ultrapassar a linha de chegada
e lembrei que
not all those who wander are lost
(J.R.R.Tolkien)
De repente, pensei em minha própria caminhada. Desde minhas últimas palavras aqui, andei por muito chão. Teve chão gostosinho, macio, verdinho e florido, teve chão de pedra, duro e frio, teve momentos em que nem mesmo tive chão. Teve chão sujo de mim, sujo por mim, limpo depois, quebrado, consertado, cicatrizado, renovado. Teve chão de tudo que é tipo na minha caminhada. Aliás, também teve corrida, arrastar de pés, rastejar de barriga, desistência, recomeço, trote leve, trote pesado. Teve até nado (ou nada).  

Eu não sou mais a mesma. Eu pisei na bola, enchi a bola, furei a bola, comprei outra bola. Eu saí de casa, fiquei rebelde, fiquei sem pão, fiquei sem trabalho, fiquei sem faculdade, mas também fiquei com faculdade, fiquei com comida gostosa tipo mc donald, fiquei com estágio, fiquei numa boa. Só  não posso dizer que fiquei perdida. 

Se uma esperança me manteve sã, e por sã quero dizer viva, foi a esperança de não estar perdida. Nem todo que vagueia está perdido, disse o Tolkien. Eu ouço (leio) tudo que o Tolkien fala (escreveu), por que não ouviria (leria) isso? Eu não estava, não poderia estar, não queria estar perdida. Eu preferia pensar que estava me construindo. Desconstruída, recolocando os alicerces. Duvidando do que achava certo, acreditando no que achei errado. Pensando no que julgava sentimento, sentindo. Sentindo. Perdida, não. À procura. E no meio dessa procura eu me encontrei. Olha só o absurdo! Pouca gente tem a chance de se encontrar, assim, tão rápido. Afinal, a procura não durou uma vida. Durou só algum tempo. E aí entra a segunda citação do dia, eu percebi que um passo que já foi firme, quando tropeça e cai, ainda lembra como caminhar, ainda sabe como recomeçar. Desde então, a vida ficou mais leve, mais fácil, mas plana. 

Eu ainda não sou uma ótima andarilha. Ainda erro mais do que acerto, ainda choro, ainda caio, mas sorrio bastante e levanto com um pouco mais de frequência. E agora, entra a terceira citação do dia (que ironicamente foi a primeira que li, a que começou toda essa explosão de pensamento e sentimento aqui). Por que eu caminho? Aliás, por quem eu caminho? Eu, pecadora, perdedora, erradora (eu sei, eu inventei essa palavra, mas esse bloguinho velho tem que ter uma palavra nova, né?), no ápice da minha crise, nunca deixei de caminhar. E ainda tô aqui, gastando o tênis. Eu nunca perdi a esperança. Ao contrário do que eu disse pra minha amiga, que postou a frase, um dia desses (amiga, quem é você pra falar sobre sair desse mundo ideal?), eu também não sou alguém. Eu vivo atrás de utopias, de mundos ideais. Talvez tenha sido isso que tenha me feito continuar em frente. Mas se é utópico, é inalcançável. Só que através dessa busca pelo que não posso alcançar, uma coisa me alcançou: a graça. E eu sou grata porque hoje o que julguei utópico, não mais o é: a completude.
Se eu encontro em mim um desejo que nenhuma experiência desse mundo possa satisfazer, a explicação mais provável é que eu fui feito para um outro mundo.
C.S.Lewis
mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. 
Se estou completa? É claro que não. Ainda não. Mas, como esperançosa que sou, já me sinto como se fosse. Logo serei...

2 de nov. de 2009

- um mês especial.


esse foi um mês separado pra Deus. Jejuei de computador e me dispus a acordar de madrugada todas as quintas feiras para ganhar intimidade com Ele e ser abençoada. e não poderia ter sido melhor. Ele me honrou por tudo que fiz e todos os alvos que coloquei diante Dele Ele realizou.

UM TESTEMUNHO :)

há algum tempo faço aula de teclado e estava pedindo um pra minha mãe, mas ela dizia que não dava... então, quando o mês começou coloquei esse alvo diante Dele. Levantei no dia oito pra orar às duas a manhã e orei pelo meu teclado dizendo: Deus, o Senhor sabe que quero um teclado pra honrar Seu nome e tocar pro Senhor. Quando estava dormindo, a tarde, minha irmã me acordou nos gritos, dizendo que eu tinha ganho um presente. MEU TECLADO ESTAVA EM CIMA DA MESA DA SALA.

eu sei que isso foi resposta de oração e a única coisa qe faço com o teclado é honrar e louvar o Nome Dele, porque esse nome é poderoso (L)

aí está uma foto do meu presente ;)


um beijo galera, Amanda Fróis ;*

10 de set. de 2009

sou Filha e isso me torna diferente. Me torna especial.

pois eu não recebi novamente espírito de escravidão, mas recebi o espírito de adoção com o qual eu posso chamá-Lo de Aba Pai. - Rm 8.15

meu Senhor, meu pai.
algumas pessoas dizem que a mulher se torna mãe quando descobre que está grávida, e que o homem só se torna pai quando pega o filho em seus braços. mas essa é uma grande besteira! quem inventou isso provavelmente não provou do amor do PAI. Sim, Daquele que quis se tornar meu pai antes de eu sequer pensar em existir, que me sonhou como Filha quando ainda preparava o mundo para que nele eu habitasse. e o melhor de tudo é que Ele é um pai perfeito! meu pai natural é o melhor da terra, mas ainda é humano e falha. mas o Senhor não erra nunca. a Bíblia em em Salmos 27.10 diz que se meu pai e minha mãe me desampararem, Ele não me desamparará. eu já não sou mais serva, mas sou Filha. Ele quis um laço mais profundo comigo, porque Ele acredita no meu melhor.